Coluna Pisando Fundo: O verdadeiro espírito das quatro rodas
A tentativa desesperada de Satoshi Motoyama em consertar seu carro mostra que não só de vitórias o automobilismo faz história (por Rodrigo Vilela).
Não quero tecer comentários sobre qual prova é a mais importante, mais charmosa ou mais endinheirada. Muitos falam que são as 500 Milhas de Indianapolis, outros dizem que são as 24 horas de Le Mans. São duas coisas distintas.
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| Tréluyer, Lotterer e Fässler: assim como em 2011, eles voltaram a triunfar em Le Mans! (foto: lemans.org) |
Bom, sobre a prova de turismo, talvez a vitória mais avassaladora da história da Audi: o pódio todo composto pelos pilotos que correram pela equipe das argolas (e seriam os quatro primeiros, caso Marc Gené não fizesse burrada e não batesse sozinho na chicane Mulsanne. Simplesmente patético). Aumente a importância da vitória da Audi o fato deste ser o primeiro carro híbrido a triunfar no solo francês. A honra coube ao trio Andre Lotterer, Benoit Tréluyer e Marcel Fässler. Bicampeões, aliás.
Quem impediu a quadra alemã foi a Toyota, que colocou seu Rebellion Lola pilotado por Nicolas Prost, Neel Jani e Nick Heidfeld na quarta posição, entitulando-se a "melhor do resto".
Mas o destaque mais que positivo vai para a tentativa desesperada de Satoshi Motoyama. O japonês guiava o Delta Wing/Nissan (sim, o carro do Batman, como dizem) junto com Marino Franchitti e Michael Krumm. Porém, o japonês foi jogado pra fora por outro nipônico, Kazuki Nakajima (quem mais poderia ser?) e, desesperado para tentar arrumar o carro (como mostra o vídeo abaixo), caiu no chôro quando a situação tornou-se impossível de ser resolvida.
O público presente no local aplaudiu a tentativa de Motoyama de fazer o carro voltar a funcionar.
Fico me perguntando se não valeria algum troféu, medalha ou homenagem, tipo "honra ao mérito". Afinal, Satoshi Motoyama representou, nessas longas 24 horas no circuito de Le Sarthe que a vontade de correr pode ser mais importante do que vencer.
Porque o triunfo da Audi era mais que esperado. Já a atitude de Motoyama merece ser eternizada.
Pit stop
*Demorou, mas enfim, Dale Earnhardt Jr voltou a vencer na Nascar. O triunfo aconteceu no superoval de Michigan. A vitória foi confirmada depois de uma boa disputa com Jeff Gordon e uma tática perfeita de pit stops. Onde quer que esteja, papai Dale está feliz da vida.
*Ryan Hunther-Reay deu o pulo do gato na prova de Milwaukee, da Fórmula Indy. Acertou a estratégia quando a vaca parecia estar indo para o brejo, e conquistou sua primeira vitória na categoria. Tony Kanaan foi outro que se deu bem com as paradas e completou em uma ótima segunda colocação. O líder, Will Power, foi apenas o 12º colocado, mas se beneficiou do abandono de Dario Franchitti e da 11ª posição de Scoot Dixon para seguir na ponta do campeonato. Helio Castroneves e Rubens Barrichello deram azar nas paradas e terminaram em sexto e décimo, respectivamente.
*Pela MotoGP, Jorge Lorenzo saiu vitorioso do GP de Silverstone. Foi a terceira vitória consecutiva do espanhol da Yamaha. Casey Stoner e Dani Pedrosa, ambos da Honda, completaram o pódio. Pol Espargaró e Maverick Viñales (vencedores da Moto2 e Moto3, respectivamente) completaram a trinca espanhola na Inglaterra. O registro principal fica pela estreia de Eric Granado na Moto2, a bordo da JIR. Mesmo terminando em 32º, a evolução foi visível. Com cinco provas de "atraso" em relação aos rivais, o crescimento do brasileiro tende a ser visível. Tenhamos paciência. Apenas isso.





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