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Evolução valencianista

Fase do Valencia não é a melhor da temporada, mas empate conquistado em pleno Santiago Bernabéu ante o líder do campeonato Real Madrid evidencia que o time ainda é a terceira força do futebol espanhol. No entanto, após a finalização da 32ª rodada, chés perdem o 3º lugar para o Málaga, que derrotou o Racing Santander na Andaluzia

Victor Mendes

Duque de Caxias/RJ
Créditos da imagem: Agência Reuters

Que o Valencia tem uma dificuldade crônica para se defender, todo mundo sabe. Víctor Ruíz não inspira confiança há tempos, o futebol de Rami caiu substancialmente e Jordi Alba, apesar de bom lateral, é uma espécie de Marcelo espanhol: ninguém duvida de sua capacidade quanto às jogadas ofensivas, a desconfiança vem na marcação. Mas, no confronto de contra o Real Madrid, a ineficiência do ataque merengue não foi exatamente o principal culpado pelo empate por 0x0 no Bernabéu. A passividade e tranquilidade dos chés chamaram mais atenção. Com Topal no lugar de Jonas para ganhar mais força na marcação no meio-campo e Guaita muito inspirado na defesa, Unai Emery, bastante contestado em Paterna, mandou uma mensagem às outras equipes com potencial: é preciso inteligência e, acima de qualquer coisa, obediência tática para sair do Bernabéu com 1 ponto pelo menos.

Antes do Valencia, 15 times haviam visitado o Bernabéu na liga. Só dois haviam conseguido tirar pontos: o Barcelona, que venceu, e o Málaga, que empatou. Onze deles levaram pelo menos quatro gols. O Valencia, por sua vez, tinha somado apenas um ponto nas últimas três rodadas, jogando fora a boa vantagem que havia construído na terceira colocação e até correndo riscos de cair para o quarto lugar: basta um empate do Málaga contra o Racing Santander em jogo que se inicia daqui a pouco para os chés perderem uma posição na tabela. No empate por 1 a 1 com o Levante, uma semana atrás, os torcedores protestaram contra o técnico Unai Emery e pediram sua demissão. A goleada sobre o AZ, pela Liga Europa, devolveu um pouco da confiança.

O Valencia se reconciliou com a torcida após uma partida séria e contundente ante os holandeses que garantiu o passaporte às semifinais da Liga Europa. Recuperou sua verdadeira imagem, pressionou os 90 minutos o adversário e chegou a quatro gols, jogando para longe a faceta das partidas anteriores. No Bernabéu, Emery optou por não forçar Soldado, com problemas físicos, e utilizou Aduriz na referência de seu 4-3-2-1. O Valencia, é bom lembrar, não só se defendeu durante os 90 minutos. Teve oportunidades de marcar e, em contra-ataques, levou perigo ao gol de Casillas, sobretudo nos 15 minutos finais, quando Mourinho lançou mão de qualquer tática para ir para cima e buscar os três pontos, deixando os merengues à mercê do contra-ataque.

Mas a satisfação dos blanquinegros com o empate podia ser captada em outros aspectos, bem além de uma escalação mais conservadora que a habitual. As linhas retraídas no início do jogo para segurar o ímpeto madridista, a quase completa dependência de Feghouli e Alba para agredir o adversário na ausência de seu principal centroavante e a demora nas reposições de bola foram indícios de que o 49º ponto na Liga BBVA valia muito mais do que o risco de perdê-lo e permitir o avanço de Levante e Málaga na tabela. Ainda que saíra de campo sabendo que o Málaga tem 85% de chances de ultrapassá-lo na tabela, o aspecto psicológico da equipe, sob riscos pelos tropeços das rodadas anteriores, é um trunfo na briga pela vaga direta na Champions (ou, como estão dizendo, pelo título da Liga dos Humanos). O Valencia deixou claro: mesmo passando por uma fase delicada, continua sendo a terceira força do futebol espanhol.

Você pode questionar os métodos e a ambição no Santiago Bernabéu, mas é difícil negar a evolução em relação as temporadas passadas. Mesmo sem nenhum destaque do peso de David Villa, David Silva ou Juan Mata, o time, programado para correr e atacar, com um futebol sempre ofensivo, mostrou ter coragem para se defender e permite a Unai Emery contrariar o DNA ofensivo quando ele achar necessário. A boa partida de Víctor Ruíz pode representar a volta da boa fase vista antes da fatídica partida no Stamford Bridge, em dezembro passado, que marcou a eliminação do Valencia na fase de grupos da LC. Dificilmente o treinador permanecerá para a próxima temporada, mas a reta final de 2011/2012 pode definir uma saída pelas portas da frente do Mestalla. E está mais do que claro: os chés são favoritos para o título da Liga Europa.

Em seu blog no site da ESPN, o jornalista Leonardo Bertozzi falou mais sobre Real Madrid x Valencia. A crônica de um 0 x 0 eletrizante. Clique aqui para ler

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